Venha e segure minha mão. Eu quero contatar os vivos. Não sei bem se entendi, o papel que me foi dado. Sentei e conversei com Deus, e ele riu dos meus planos. Minha mente sussurra uma linguagem, que eu não consigo entender.
Eu não quero morrer. Mas não estou curtindo esse viver. Antes que eu me apaixone mais uma vez pelas palavras e gestos dela, eu vou preparar minhas malas e ir embora. A sua pele, me fascina de tal modo, que tenho medo de mim mesmo. Talvez seja por isso que eu continuo correndo. E antes que eu chegue, já sinto meu reflexo, voltando.
Só queria sentir o amor verdadeiro. O meu lar. Ela. Pois tenho um buraco em minha alma. Pode ver pelos traços em meu rosto, que é um lugar muito grande. Pois tenho vida demais, correndo pelas minhas veias, alimentando o desperdício. Preciso sentir, me arriscar, porque isso não me satisfaz, nem um pouco.

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