terça-feira, 29 de novembro de 2011

Essas coisas que dizem ..

Eu lembro que era um garoto chamativo. Me punindo tanto, por algo que eu achava ser tão mal fazer, como sonhar. Eu costumava rezar no canto do quarto, achando que o tempo é tão curto. Os contos foram ficando chatos, e a vida começou a bater na porta. Aliais, ela me intimou, jogando na cara essa verdade.
 Hoje, eu tenho a tarde e a noite pra mim. Eu ando pelas ruas. Eu troco pensamentos. Mudo um desejo de lugar. Eu sorrio, dou risada. Choro, entro em desespero. Eu canto, eu toco, eu componho. E ainda acho tempo para amar. Só me arrependo de não ser a última tarde e a última noite. Sim!. Porque ?
 A gente ama diferente quando se sabe que é a última. Beija como se fosse único e como se ela fosse a última. Não mede timidez, e faz o que não gostar como máquina. O céu se torna desenhos mágicos, e nosso olhos se enchem de lágrima. A gente se torna desde bêbado até príncipe no mesmo dia. A gente tropeça na música. Se sente livre como um pássaro, e atrapalha a contra mão.
 Prezada estrada, você anda quente, mas tem vezes que vai de mal a pior. Eu comecei a entender as coisas um pouco no tardar. Nada vazio, é realmente vazio. Nada sombrio, é tão vazio quanto quando a dor toma lugar da verdade.
 Um copo cheio de nada, de ar. O ar ocupa o lugar do vinho servido. Servido várias, e mais diversas vezes, para ocupar aquela dor. E essa dor ocupa a metade vazia, metade alegria. Cadê aquela magia, agora ? Eu perdia e achava graça.