terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Hurt.

" Machuquei a mim mesmo hoje, pra ver se ainda sinto. Eu me concentro na dor, a única coisa real. A agulha abre um buraco, a velha picada familiar. Tento matá-la de todos os jeitos, mas eu me lembro de tudo.
O que eu me tornei, minha mais doce amiga ? Todos que eu conheço vão embora, no final. E você poderia ter tudo isso, meu império de sujeira. Eu vou deixar você pra baixo, eu vou fazer você sofrer.
 Eu uso essa coroa de espinhos, sobre meu trono de mentiras. Cheio de ideias partidas que eu não posso consertar. Sob as manchas do tempo, os sentimentos desaparecem. Você é outro alguém, e eu continuo bem aqui.
Se eu pudesse começar de novo, a milhões de milhas daqui. Eu me manteria. Eu daria um jeito. "

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Cotidiano.

" Todo dia ela faz tudo sempre igual, me sacode ás seis horas da manhã. Me sorri um sorriso pontual, e me beija com a boca de hortelã. Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar, e essas coisas que diz toda mulher. Diz que está me esperando pro jantar, e me beija com a boca de café.
 Todo dia eu só pensa em poder parar, meio dia eu só penso em dizer não, depois penso na vida pra levar, e me calo com a boca de feijão.
 Seis da tarde como era de se esperar, ela pega e me espera no portão. Diz que está muito louca pra beijar, e me beija com a boca de paixão. Toda noite ela diz pra eu não me afastar, meia noite ela jura eterno amor, e me aperta pra eu quase sufocar, e me morde com a boca de pavor.
 Todo dia ela faz tudo sempre igual ... "

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Essas coisas que dizem ..

Eu lembro que era um garoto chamativo. Me punindo tanto, por algo que eu achava ser tão mal fazer, como sonhar. Eu costumava rezar no canto do quarto, achando que o tempo é tão curto. Os contos foram ficando chatos, e a vida começou a bater na porta. Aliais, ela me intimou, jogando na cara essa verdade.
 Hoje, eu tenho a tarde e a noite pra mim. Eu ando pelas ruas. Eu troco pensamentos. Mudo um desejo de lugar. Eu sorrio, dou risada. Choro, entro em desespero. Eu canto, eu toco, eu componho. E ainda acho tempo para amar. Só me arrependo de não ser a última tarde e a última noite. Sim!. Porque ?
 A gente ama diferente quando se sabe que é a última. Beija como se fosse único e como se ela fosse a última. Não mede timidez, e faz o que não gostar como máquina. O céu se torna desenhos mágicos, e nosso olhos se enchem de lágrima. A gente se torna desde bêbado até príncipe no mesmo dia. A gente tropeça na música. Se sente livre como um pássaro, e atrapalha a contra mão.
 Prezada estrada, você anda quente, mas tem vezes que vai de mal a pior. Eu comecei a entender as coisas um pouco no tardar. Nada vazio, é realmente vazio. Nada sombrio, é tão vazio quanto quando a dor toma lugar da verdade.
 Um copo cheio de nada, de ar. O ar ocupa o lugar do vinho servido. Servido várias, e mais diversas vezes, para ocupar aquela dor. E essa dor ocupa a metade vazia, metade alegria. Cadê aquela magia, agora ? Eu perdia e achava graça.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Sinto muito.

Você parece gostar de machucar, e sabe que o faz. Gostar de pensar de que de algum modo, é tudo em relação a mim, e não a você. Mas ambos sabemos que não é verdade. Gostar de ter, tentar se fazer de igual, sem que eu faça o mínimo esforço. Atua exatamente o que eu pensaria que faria, tão premeditado. Não sabe porque eu nunca agi ta maneira que você julgava como eu deveria. Realmente achou que eles fariam eu me submeter a me 'comportar'. O que estava pensando ? Porque eu não esqueço!. Não esqueço de um mínimo detalhe.
 Eu não vou desistir. Foda-se a pressão, não vou entregar os pontos, te tenho em minha sombra. Parece que vendeu a alma para isso, mas não vou deixar ganhar. Eu te irritei, e gosto disso. Diz que digo coisas demais, e que ninguém se importa. Sempre tem todas as respostas, sabe de tudo. Mas ninguém perguntou nem uma droga de coisa. Deixa esse mistério pra mim.
 Agora ? Pode fechar os olhos, e tudo estará bem. Eu ainda vou cumprir minhas promessa de te dar o troco, como da primeira vez. Pode continuar contando suas histórias, confundindo os ouvidos gelados, fachada barata, fútil demais para de alguma forma se encaixar. Acho que a verdade, é que a verdade dói. Pode continuar a usufruir dela, a seu bem prazer. Ninguém ousou dizer, que as minhas verdades são suas mentiras. Então, cala a boca e diga de uma vez.
 Eu sinto muito. Por você, não por mim. Eu escolhi machucar os que amo, e você foi os soltando um a um. Ou será que eu escolhi em que acreditar, enquanto alguém sentir pena por você ? Histórias podem ser distorcidas. Por você, não por mim.
 De uma forma bonita, poderia dizer que foi uma barganha do verão passado. Eu pensava que tinha tudo, e quem levei a queda. Você não precisou fazer nada, e teve tudo em troca. Qualquer desculpa basta. Mas se tem alguma coisa que posso ganhar disso tudo, é o conhecimento. Sim, você me da conhecimento, afinal, achava que já tinha ouvido tudo nessa vida. Sempre me disseram para procurar algum lugar dentro de mim, que me fizesse acalmar. Mas eu não quero tentar agora, porque conhecendo como conheço, não vai mudar porra nenhuma. Houve um tempo, que eu não sabia, mas aprendi. O demônio odeia perdedores. E no inferno, é difícil saber em que nós devemos confiar.
 Você diz demais. E diz que eu faço isso também. Só tem uma diferença. Eu realmente me importo. É mais difícil conviver com as suas verdades sobre você, ou com as mentiras sobre mim ?

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Espero que tenha adivinhado.

Por favor, deixe-me apresentar. Não preciso dizer, que sou um homem de bom gostos, e riquezas. Mas foi um longo ano, para nós dois, não acha ? Estive por tantos lugares. Estive nos arredores quando Cristo, teve seu único momento de dúvida e dor. Confesso que fiz questão de Pilatos lavar as mãos, e selar o destino de vocês. Claro que, eu só sou da vanguarda. Sento na platéia, no lugar onde der, para ver o espetáculo. É como ser a mão por debaixo da Monalisa. Pense comigo, ou melhor, irei dar algumas dicas sobre.
 Ele deu instinto aos homens. Um dom extraordinário. E para quê ? Mas criou regras opostas, do tipo: Olhe, mas não toque. Toque mas não prove. Prove mas não engula. Mas, se é tão bom, nunca será de graça. Enquanto você fica pulando de um pé para o outro, tentando se adequar a tudo isso, Ele ri. Sádico, não ? Eu achava que as minhas piadas é que eram ruins.
 Mas claro, que tudo isso faz parte do plano. Quando tudo faz parte do plano, nada é devastador. Mesmo que todos saibam que irão morrer por uma fútil causa e acaso mal feito pelo destino, está tudo bem, pois é parte do plano. O que eu faço ? Eu quebro esse plano. Eu só demonstro que um pouco de Anarquia da parte de vocês, gera caos. Logo, medo. O que fascina, é a natureza do jogo.
 Eu passei por São Petersburgo quando achei de um tal charme, uma mudança notável. Matei o Czar, e todos os ministros, e Anastasia, gritou em vão. Usei da patente de general, e comandei tanques., e o relâmpago estourou.
 Assisti com tanta alegria, ver seus Reis e Rainhas, lutarem por décadas e mais décadas, por deuses feitos por ele próprios. Ainda se perguntam quem matou os Kennedy ? No final, sempre será eu e você. Ter tantas posses e bom gosto, me obrigou a contar um pouco, deixando armadilhas no meio do caminho. Isso da deixa a um pouco de conflito em você, não é mesmo ? Talvez comece a levar as coisas mais a sério agora. Mas eu sou só um agente. Como um cachorro perseguindo carros. Não saberia o que fazer com um, se o conseguisse. Aliais, realmente acha, que um cara como eu, tem um plano ?
 É tudo muito relativo, como a gravidade e a loucura. Só precisa de um pequeno empurrão. Por isso tão divertido. Policias são criminosos, santos são pecadores. A coroa da moeda, pode ser cara. Pode me chamar de Lúcifer, para ter alguma definição. Quando me conhecer, tenha alguma simpatia, cortesia e bom gosto. Use e abuse da sua política bem aprendida, ou jogarei sua alma no lixo. É o único modo razoável de viver nesse mundo. Sem regras. Divirta-se.

domingo, 7 de agosto de 2011

Eu quero aquela garota.

“ Eu quero a garota, aquela.
   Para chamar só de minha,
   Afinal, me apaixonei pela pequena rainha.
  Eu quero aquele olhar e sorriso, só dela.

  Eu gosto do novo, sem ela saber,
  como qualquer conto e dança,
  em que o sozinho se sente arder,
  durante o balançar das suas crianças.
   
  Ela não precisa de vestido,
 Nem de brincos e sorrisos.
 E ao longo do caminho que havia partido,
 Meus planos e sonhos ? Eu os improviso.

  E desde tão, as tardes se passam ancoradas,
  Cheias de doses, fotografias e melodia,
  Minhas fantasias e mente enlaçadas,
  Por aquela garota, sem certa malícia. 
 Quero que ela se apaixonei pelo antigo,
  Talvez nem saiba, que li sobre ela pela manhã.
  Vou fingir que não entendi, assim que esteja comigo.
  Eu possa dizer a todos do mundo, mergulhado em meu divã. “

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Life after death.

Segunda feira, dia 25 de Julho, de 2011. - Meu inferno particular.
Boa noite. É o que dizem, não é ? Quando se tem a quem dizer. Família, amigos, uma multidão qualquer. Não estão igual uma pessoa louca coagulando com uma garrafa na mão, em um quarto escuro, escutando melodias decadência, vendo seu espírito recuar. Definitivamente não. Parei de falar com as pessoas, para que estragar a noite delas também ?
 Dessa vez, tenho várias razões. Estou escrevendo isso, porque não tenho mais com quem falar. Dois, eu posso me lembrar no que pensei hoje. E três, se eu morrer, pelo menos deixo algo bem poético e apelativo. Agora sou só eu e você, meu 'diário', vamos relevar algumas porras.
 Ninguém entenderia as merdas que estão ocorrendo em minha cabeça, parece estar assombrada. Agora que tudo parece mais lento, tudo se assemelha a uma peça doentia de qualquer esquina. Acho que a alguns minutos eu poderia ter matado alguém, ou melhor ainda, eu mesmo.
 Mas não quero esperar minha sorte dar ao luxo de mudar. Tudo fica alto, e depois lento. Tudo se distorce. Não preciso mentir, mas sabe que é exatamente o que eu vou fazer aqui. Se olhar de forma, de alguma forma deve parecer algo romântico, o melhor que posso fazer. Quando experimenta o excesso, todo resto tem gosto nulo. Eu tenho tudo a perder, mas estou vivendo como se estivesse prestes a amor, no limite.
 Eu comecei, evaporando minhas mágoas diante dos olhos. E eu continuei, tentando tirar meus demônios. Sinto falta de hoje, de ontem, do passado, das pontas dos meus dedos, que parecem ter entrado em colapso.
 Como é tudo azul, rachado no céu, e em meu peito. Me apaixonei por todas as coisas, que deveria resistir. E todas vezes, que me disseram que cair tão alto, era destino, um simples pensamento me vem á tona. O que posso dizer ? Olhar nos olhos dos seus demônios, é pura toxina. Dando risada, quando todos em volta devem estar chorando. Mas sabe ? Estou orgulhoso. Não dei um passo para trás. Isso leva uma bela constituição que poucas pessoas têm. Eu estou sentindo que o meu sonho, é sujo. A vida fica suja, com Sexo, Drogas e Rock N' Roll. Mas tudo vai ficar bem, se eu conseguir correr dos meus vícios, e dar sentido a isso.
 O Amor. O meu Amor. Primeiro dia sem ele, parece ser anormal, mas nada que algumas coisas não distraiam, não sou assim fraco. Segundo dia, sinto como se fosse uma droga, arruína a vida dos outros. Dia três, segunda dose. Parece ser tão doce, mas você acorda como um monstro. Parece que meu corpo está quebrando em pedaços. Frágil é um apelido, para o que estou sentindo. Sexto dia. A melodia vai correndo pela garganta, e a dor de cabeça aumenta. Terapia de choque. Dia sete, nada que alguns copos e calmantes não ajustem. Dia oito. Volto em minha consciência, e todos parecem dizer que estou melhor, mas me sinto insano. Não quero amar de novo, estou limpo. Esses parasitas que puxam as memórias, estão começando a retardar. E agora, parece incrível eu estar vivo.
 É um cenário muito irônico. As chances nos dão um jeito bem político e delicado de dizer que nosso tempo acabou. Bem, eu não sei, mas tem gente que se preocupa em me salvar. Voz doce.
 Não consigo sentir nada, mas meus braços e aquecem. E espero que tenham notado, as entrelinhas que deixei em branco. Tudo que achara lá, são sinos e borboletas. Sorriso do prenuncio.
  O cheiro de rosas que vem do jardim é bom. Os amores que se vão, parecer estar satisfeitos. Tudo sempre aos meus pés, amigos e amantes. Um por um, me cercam, e fecho os olhos. Sem arrependimentos e remorso pelo que vi e falei. É preciso viver no limite, quando não estiver mais, abra as portas.
 É hora de dizer adeus, meus amigos. Fiz as pazes com o sofrimento, e vou para o inferno com ele. É hora de dizer, adeus meu amor. Minha memórias queimam em pensamento, e minhas mensagens se desfazem em desejo. Parece estar no final de um só começo. Desventura.
 Porque eu tenho a sensação de estar descendo com um carro, a milhas em uma rua sem saída, abraçando a morte ? Isso é algo que irei pensar. Parte de mim, acha que é só um plano, para ver como o comportamento humano é frágil. Transformei meu mecanismo de defesa, na própria auto arma de destruição. Mas sabe eu sou, não ? Acho que tudo é em relação a mim.