terça-feira, 14 de junho de 2011

. Quanto mais se muda, mais se permanece .

      “ Não sei se foi só eu quem reparei,
Mas o novo amanhã é que se passou,
O ontem se repete na realidade em que se calou,
E a rotina, faz com a palavra de todos os dias seja 'passei'.

É a mesma droga de letra de amor,
Somente com uma diferente melodia,
Olhe a nossa volta, são fatos em demasia,
Círculos sem tempo, e páginas velhas do mesmo escritor.

A mesma história, contada várias vezes. Ainda somos eu e você,
Sem querer causar dúvidas, mas é hora de escorregar,
Quanto mais mudamos, mais permanece, assim fácil de simpatizar,
Eu provo que nossas horas estão em desalinho, tudo tão clichê. “

. O que se tem .

     Todo mundo quer algo a mais,
Só mais um pouquinho, para viver em função.
Afinal, não é necessário de nada quando se tem uma razão,
Você pode rodar o mundo inteiro, que não conseguirá nada além de demais.

Sonho agridoce. Medo de perder alguém,
Ás vezes precisamos que um nos diga a verdade,
Sou sonhador, e ainda acredito na esperança, e na mudança também.
Mas se não tiver amor, eu me igualo, ao placar da rivalidade.

E eu não quero ter que falar sobre ela,
Não quero cantar músicas sobre,
Mas é difícil ter que viver sem rastros dela,
Até alguém duvidar de tudo que o tempo se dobre.

Na estrada, procurando o caminho de casa,
Abraçar na noite mais calorenta,
O caminho da asa rasa,
Sem olhar para trás, junto a ela, desatenta. “

domingo, 12 de junho de 2011

.

      “ Eu tento me defender,
  dizendo que as tais promessas,
  abdicaram o trono do tal lutador.
  Uma nota se quer, que me possa entreter,
  Quanto o passar pelos teus cabelos na pressa,
  e as memórias boas que eu insisto em impor.

 Eu ouvi palavras familiares,
 e por um instante desejei ser ele,
 sem orgulho nenhum de dizer isso.
 Sem sorte, peguei a chuva dos novos ares,
 Deslizando sobre os lábios de outra que queria que fosse dele,
 Desejando suprir tudo em algumas horas, o que construi alem disso.

Até o céu que eu fantasiei queimar,
As frases feitas não rimarem o que eu digo,
Não irei culpar o tempo e sua mania.
Darei um novo tiro para te acertar,
Quem sabe um suspiro do antigo,
Hoje, sempre e mais um dia. “

quinta-feira, 2 de junho de 2011

- Hoje em dia.

Está frio. Meio dramático, mas é difícil ver o final do verão nos teus olhos. Chega a ser engraçado, como eu nunca aprendo a cair. Sempre estou de joelhos na sua frente, pensando que estou de pé. Eu realmente pensei que eu e você poderíamos nos dar ao luxo de passar pelo teste do tempo, como se tivéssemos escapado do crime perfeito. Mas tudo não passou de uma lenda, na minha mente. Me clareie, se estou errado, em dizer que somos dois renegados, em coisas que nunca mudam. Insisto em dizer, para mim mesmo, que não tem nada haver com amor.
 Sempre tem um velho em algum canto, cantarolando canções antigas sobre a passagem do tempo. Corri rápido demais para longe da chuva, com minha mala cheia de sonhos. Parei no primeiro hotel, tentando me encontrar. Me decepcionei, que percebi que me deixei nos últimos. Agora, as estrelas me parecem fora do alcance. Há mentiras nas ruas, e nada sobrou, nem minha inspiração, muito menos minha idade.
 Eu tentei aprender a voar. Me disseram que eu era louco, mas respondi que precisava tentar. Fechei os olhos, e fui de encontro ao céu. Minha história é doentia, mas não sabe que, preciso morrer, do que desacreditar ?
 O Mundo agora está quebrado, o céu em tempestades, e não sei como conseguimos aguentar. Não há como disfarçar, que o amor não mudou, e que ele vive nas sombras, de qualquer sorriso escondido. Alguns dos meus sonhos, foram viver, e alguns desapareceram. Mas eu e você, sempre. Em meu peito, em minha perdição. Onde estávamos e onde estamos. Queria voltar ao tempos, em que tudo era bonito e inocente, onde minha mente inquieta, só era criatividade. Onde as pessoas sorriam, e apontavam para o inusitado antigo. Vamos voltar e procurar, de novo, de novo, e de novo ?