segunda-feira, 28 de março de 2011

Vício Persa.


Persa. É como eu gosto de dizer que ela fala comigo. Me sôua tão familiar, e mal a conheço. Mal ouço os casos que ela conta, mas confio até minhas veias nos lábios daquela mulher. Eu mal consigo resistir a gastar o pouco tempo dela, dizendo qualquer besteira, qualquer coisa de uma vida alheia, só para ela dizer que tudo irá ficar bem, como ontem. Acho que isso me da razão, para essa vida fútil. Eu acordo toda manhã, me sentindo amado, como se tivesse sido enterrado em um banho de rosas, pretas e vermelhas. Irônico não? Mas sei que tenho que esperar o que julgo ser o meu maior vício, o sussuro dela. Meu primeiro dia sem ela. Eu sou orgulhoso dessa vez, guardando a angústia em uma espécie de cotidiano. Dia dois. Já não consigo acrediar que fazem dois dias que estou sem meu vício. No começo o afastamento parece ser doce, mas logo se transforma em um monstro. Dia três. Efeito dominó. Começo a pensar que o amor só arruína a vida das pessoas. Dia quatro. última tentativa disfarçada de chamar a atenção dela. Dia cinco. Tenho tantas coisas em minha mente, e meu corpo parece se fragmentar com qualquer imagem, se tornando cada vez mais frágil com todos perguntando ao redor o que sinto. Dia seis. Esse sofrimento ainda se encobre com bastante música e boas bebidas. Dias sete. Eu tenho ficado literalmente louco, não querendo mais amar, de jeito algum. Dia oito. Eu pareço limpo de vestígios dela. Dia nova. Todos dizem que eu pareço estar melhor. Dia 10. Sinceramente, é impressionante como meu sentimento ainda está vivo.

terça-feira, 8 de março de 2011



- Pode parecer clichê de filme americano, mas o que ela fez quando estava sozinha, com ninguém ao seu lado? Esteve correndo de mim tempo demais, disfarçando seu fútil orgulho. Você me dá nos nervos. Estou te pedindo, por favor. Porque não me distraí minha imaginação?
Tentei te dar consolo, quando teu homem te deixou para baixo. E como um tolo, me apaixonei por você. Virou meu mundo de cabeça para baixo.
Tento fazer das melhores situações, antes que eu finalmente enlouqueça . Por favor não diga, que não vamos achar um caminho. Não fale que todo meu amor é em vão. Você me deixa de joelhos. Agora te imploro, porque não acalma minha minha inquieta
?

segunda-feira, 7 de março de 2011

- Desejo espontâneo.



Uma sexta-feira qualquer. Saída de escola. Aquele tumulto. Ela encostada no carro, de braços cruzados, procurando o rosto familiar, aquele expressão séria. Tapar teus olhos por trás com as mãos, esboçando rapidamento um sorriso bem de leve. A beijar e abraçar, sem ligar para o resto. Subir meu ego, mostrando a todos o que eu tenho em mãos.
Sair daquele lugar, ouvindo nossa trilha sonora. Fazendo promessas e mais promessas. Fingindo prestar atenção no caso que ela conta, mas só observando teu jeito. Tentando reecontrar cada brecha, em cada riso teu.
Chegar em casa, e me trancar no teu quarto. Testar teu sexo, o suficiente para cair em um sonho curto, de tão bom. Sentir aquela sensação de ter que deixar ela tomar um banho rápido, naquele silêncio gostoso.
Os cabelos em desalinho, enrolada na toalha, mostrando as tantas e tantas roupas que queria usar. Sair para a festa, imaginando as N formas de mostrar a ela um gostinho da dor do ciumes. Depois inventar desculpas, só para conseguir que ela diga brava o quanto me quer. E no final de tudo, deixar uma marca nela, pense como quiser. Só para mostrar a ela, quem realmente sou.
Parece até um clip sem nexo, mas ainda sim ...
P.

quinta-feira, 3 de março de 2011

- Verdades ruins, mentiras belas.


Poeta aos poucos. Louco por acaso.
Revoltado sem causa, mais um ao relento.
Minhas mágoas se resumem ao amor que invento,
Junto as ilusões que se vão, sem atraso.

Fico quieto diante de opiniões estabelecidas,
Desde as mais ridículas e banais,
O garoto com suas frases sem nexo e metidas,
Agora tenta derrubar seus medos com seus tantos ideais.

Minhas promessas, vagando de mãos dadas,
Deixando a solidão de lado, já causei muita dor.
Ao longo do caminho de cada temporada,
Encontrando um abrigo no teu peito, dizendo que é meu amor.

Já levei meus personagens para a cama,
E acabei descobrindo a minha versão do paraíso.
Simples, completa. Fatal e cheio de drama.
Desde os teus quadris, até a ponta do teu sorriso.