sexta-feira, 29 de abril de 2011

- Segunda chamada.

Meu exército carregado de armas. Encontrei o divertimento onde meu tempo não será disperdiçado. É mais um teatro á parte. Sempre acreditei que a verdade, se esconde toda vergonhosa e grotesca atrás de um véu dourado. Isso significa, que toda informação que você recebeu, talvez seja para você não acreditar. É meio traumatizante da primeira vez, saber que a vida pode ser cruel e insana. Mas já fizemos nossas cicatrizes, o que vier após, é lucro.
 Algo que me intriga muito, e a resposta é muito óbvia, é o porque do Sol nascer todo dia, apesar de tudo acontecendo. Por ser tão óbvio, que desconfio que seja uma das únicas coisas que ainda não doamos por dívida de nossas mentiras. Talvez ele seja nossa última desculpa, um dedo no gatilho, como a sanidade que nos deixa insanos.
 Quando estou quase caindo no sono, pode-se dizer, quase morto, eu tento abrir os olhos, e ver para onde estou indo. Os desejos me deixam tão alto, e tenho medo da fama e fortuna. Costumo ficar tão longe, que sinto meu coração parar. Mas ainda não acabou. Mesmo que os danos sejam bons, eu continuo amando, até o ponto que que posso destinguir o luxo do lixo. E minha vida dá uma parada, e posso descansar. Posso me dar ao luxo de respirar fundo, e me quebrar por dentro. É um alívio. O pior, é que não estou brincando. Talvez algum dia, irão ver que desejar algo permanente e injusto, não é assim engraçado.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

- Isto vai doer!.

Eu estive com guerra, contra mim mesmo. A boa notícia é que ganhei. A má é que perdi.
Acabei percebendo que nós, precisamos do mal, para conseguimos fazer o bem.
Meu País das Maravilhas foi pro Inferno sim, mas lá encontrei o que precisava, o caminho de volta para casa.
Afinal, temos que rir, quando somos a piada.
Música, amores, amigos, desejos, família, vida. Começo até a ver meus inimigos de um jeito bom ( e irônico, claro ),
porque sem eles, não conseguiria expôr a melhor parte de mim. Bom, não sei se melhor, mas a que me torna único.
Todos momentos pequenos, despercebidos. Parecem com uma fina chuva de fim de dia.
Aquela que você não importa se tomar todo santo dia. Mas talvez seja isso que me faça sentir vivo.
Volto sozinho para casa, mas com um sorriso escondido.
Ultimamente, tenho me sentido como se minha vida tivesse acabado.
Esperando uma ligação dizendo que meu tempo acabou. Mas eu ainda não pincelei meu caminho todo.
Segunda chamada. O inferno e céu sou eu quem faço. Levantar contra o destino.
E nada irá impedir, mesmo que esteja me matando, é melhor do que saber da verdade.
Meu coração é como uma Igreja. Minha mente, meus pensamentos, como um Demônio.
E o demônio entrou na igreja, atirando por todas as câmaras. Sim, isso doeu. Mas deixe.
Ele pode gritar e continuar.
Só não irei mais esconder meus segredos na sombra dele, e depois dizer que, sinto muito.

domingo, 24 de abril de 2011

- Wasteland's.

Eu e você, nunca nos importamos. Passamos tempo demais de nossas vidas no acaso, desperdício. Tenho quase certeza que tínhamos melhores planos, mas éramos jovens demais naquilo. Acordo, e o País das Maravilhas foi para o Inferno.  Nada importa, e nada é fadado. Tudo parece passar pelos teus olhos, mas eram coisas tão tolas. Levei um choque, tão justo quanto bom. Tão independente, cheia de vontade. Chegamos tão longe, e não temos cicatrizes. Fecho os olhos e tento ignorá-la, mas é extraordinariamente livre. E tenho medo de esquecê-la de qualquer jeito. Te perco, e te encontro, eu te desafio.
Agora, você é a única que valeria morrer por. Você me da razão, mas nenhuma escolha. É tudo que esperei, por todos meus anos e mais um milênio de quebra. Me faz querer viver intensamente, para sempre.

sábado, 9 de abril de 2011

. Boa noite .

- Uma e treze da manhã. Nove de abril de dois mil e onze, meu quarto. Boa noite? Bom, é o que eu diria a alguém essa hora, se tivesse a quem dizer. Eles tem amigos, família, e uma multidão curtindo essa sexta feira no meio da rua, a essa hora. Não estou pensando na vida, muito menos ficando paranóicos com uma guitarra no colo. Falei com poucas pessoas hoje. Pensei - ' Porque vou estragar o dia dos outros? '. Ultimamente, meu quarto é o único lugar no qual me sinto bem. Totalmente bem. E sim, quando estou sozinho. É o único lugar onde posso compor minha vida, assim por dizer. Minha família não me entende. Pode até parecer clichê de filme americano, mas, se eu mostrar meu lado cheio de razões, irão me julgar mais ainda. Não tem respeito algum por minhas vontades. Tacam suas frustações emcima das minhas costas. Meus amigos, tenho que admitir que são raros. A maioria me entende. Mas, nesses momentos, nesses dias, eu mesmo os afasto. Afinal, querendo ou não, todos tem a quem se dedicar, e ao que pelo menos, se dedicar. Não sei se fingem, mas pouco me importa, eles fazem bem. Me fazem falta essa hora. Sempre tenho na ponta da língua todos conselhos, quem sempre estão certos. Mas na minha hora, não sigo os próprios. Meu amor. Se é que posso chamar assim. Está mais distante do que nunca. Só Deus sabe a falta que me faz, falar com ela todo dia, um monte de bobeira, preenchendo o tempo livre e fazendo sonhos. Falta da atenção que eu tinha, de toda manhã ela me acordar. Agora, são quase duas da manhã, e nem tenho sinal de vida dela. Acho que é o começo de mais um desfecho que irei contar, para os próximos. Uma idéia me ocorreu agora. Que todos meus heróis, estão mortos. Me deixaram aqui. Acho que viveram suas vidas, como uma arma carregada, pronta para explodir. Fizeram escolhas que não existiam. Eu quero ser igual a eles, mas todos estão mortos.
- Estranho ter uma depedência de sentimentos. Um vício amoroso. Mal a conheço, mas a quero em minha mente, confio no pensamento. Quem dera não fantasiar com ela, mas não resisto. Sem notícias, eu acordo me sentido amado. Parece que tenho a ilusão de que não tenho que esperar muito, até ela me enterrar nas rosas do jardim dela. Saio de casa. Andar sem rumo. Me sinto mal, diria que fiquei irreconhecível. Não consigo raciocinar os passos rápidos da vida em longa escala, é como tratamento de choque. Minha cabeça dói. É irônico de como o meu doce pode virar um monstro. Se passam somente vinte minutos, e já olhei para o celular a cada minuto. Meia hora. Última olhada no celular. Me sinto como um cachorro de rua. Sento em qualquer sarjeta, com a vista cansada e sentindo como se meu corpo inteiro fosse se desfazer em pedaços. Frágil não chega nem perto do que estou. Me levanto e volto para o caminho, pensando que tudo será esquecido com alguns analgésicos, e uma boa ressaca no dia seguinte. Uma hora. Me sinto louco. Não quero mais porra nenhuma amor. Volto para meu canto, e quem não sabe de nada, vem saber se estou bem. Final da tarde, e todos dizem que pareço melhor. Incrível é como eu sobrevivi.