sábado, 9 de abril de 2011

. Boa noite .

- Uma e treze da manhã. Nove de abril de dois mil e onze, meu quarto. Boa noite? Bom, é o que eu diria a alguém essa hora, se tivesse a quem dizer. Eles tem amigos, família, e uma multidão curtindo essa sexta feira no meio da rua, a essa hora. Não estou pensando na vida, muito menos ficando paranóicos com uma guitarra no colo. Falei com poucas pessoas hoje. Pensei - ' Porque vou estragar o dia dos outros? '. Ultimamente, meu quarto é o único lugar no qual me sinto bem. Totalmente bem. E sim, quando estou sozinho. É o único lugar onde posso compor minha vida, assim por dizer. Minha família não me entende. Pode até parecer clichê de filme americano, mas, se eu mostrar meu lado cheio de razões, irão me julgar mais ainda. Não tem respeito algum por minhas vontades. Tacam suas frustações emcima das minhas costas. Meus amigos, tenho que admitir que são raros. A maioria me entende. Mas, nesses momentos, nesses dias, eu mesmo os afasto. Afinal, querendo ou não, todos tem a quem se dedicar, e ao que pelo menos, se dedicar. Não sei se fingem, mas pouco me importa, eles fazem bem. Me fazem falta essa hora. Sempre tenho na ponta da língua todos conselhos, quem sempre estão certos. Mas na minha hora, não sigo os próprios. Meu amor. Se é que posso chamar assim. Está mais distante do que nunca. Só Deus sabe a falta que me faz, falar com ela todo dia, um monte de bobeira, preenchendo o tempo livre e fazendo sonhos. Falta da atenção que eu tinha, de toda manhã ela me acordar. Agora, são quase duas da manhã, e nem tenho sinal de vida dela. Acho que é o começo de mais um desfecho que irei contar, para os próximos. Uma idéia me ocorreu agora. Que todos meus heróis, estão mortos. Me deixaram aqui. Acho que viveram suas vidas, como uma arma carregada, pronta para explodir. Fizeram escolhas que não existiam. Eu quero ser igual a eles, mas todos estão mortos.

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