Meus lábios mesclam agora, dizendo concordar com o que os outros julgaram. Seus lábios ainda intocados, estão e minha mente, assim que acordo toda manhã, mas com quem compartilhar?
Não sei porque ainda tenho uma vontade de encontrar um caminho diferente, e permanecer nele.
Em pensar em levantar, e ver seus lençóis intocáveis, faz o ar que degusto e respiro, se tornar amargo.
Em pensar em cada ilusão, em cada sonho que construo toda noite, antes de durmir, rezando que esteja bem, e o mais importante, sorrindo. Sei que não para mim, mas para a vida.
Em pensar em cada sussuro que ouviria, em algum momento de alegria ou tristeza, na condição de correr de minha vida fútil, e se sentir escolhido.
Dia um: a noite passada ainda em lembrança. Lembrada com sorrisos e risadas, esperando o seu bis.
Dia dois: a espera já é maior, assim como a espectativa. De ter montado em minha mente tudo.
Dia três: a tortura começa, olhando e julgando tudo como nada. Ultima visão não arrogante.
Dia quatro: algumas pessoas até se preocupam, mas de que adianta? Se eu não consigo solucionar, ou pelo menos amenizar a saudades, de quem adianta envolver terceiros?
Dia cinco: meu corpo parece se dilacerar com o tempo, e se desmontar quando alguém chega a ajudar. Parecia tão doce, e acordei como um monstro.
Dia seis: se não voltar ao meu estado normal, entro em pânico. Parece uma dor de cabeça, mas a mesma melodia toca em um lugar vazio.
Dia sete: Insanidade. E ainda é inacreditável e lindo como vivo por ela.
E aqui estou eu, de volta a cadeia. Dando um tempo nesse mundo de caos. Somente me apegando em algo para acreditar. E quem sabe, pegar minha roupas e ir para qualquer árvore.
Pode ser minha última batalha, sem orgulho nem vitória. O velho e longo tempo, só nos faz decidir, o nosso limite.
Não dizem nada sobre queimarmos pontes hoje, que iremos passar amanhã. Quebrando os diários, mas ainda vivendo, vivendo meu legado, ela.
Parece um eternidade, esse dia. Minhas intenções não são subentendidas. Seja gentil, eu faço o que mereço fazer. Nunca pedirei algo a você, que não farei.
Eu sempre encontrei meu defeite em você, como um novo espelho, uma razão. Não é uma questão, se meu coração é verdadeiro. Olhe para o novo, começando em você. Tenho uma mensagem para você, do melhor jeito tentarei dizer. Mas o que iria dizer, se eu dissesse que tenho muita culpa?
E para onde iria, se dissesse que a amo e voltasse a andar de onde vim?
Se meu afeto, pareceu subentendido. Não me peça demais, tudo que decidir, viva só para você. Só se pergunte, o que eu faria. Viver em vergonha, e tentar dizer o que querem ouvir, em vez do que o Mundo, o nosso Mundinho, precisa ouvir?.
Faço tantas perguntas, porque não sei o motivo. De não dizer um adeus. Não vi em seus olhos. Posso não ser um sábio, mas continuo tentando, não consigo negar. Seu coração é igual o meu, segura dor dentro dele. Eu conheço um lugar dentro de você, que brilha intensamente. Mesmo na noite mais escura, me deixa mais vivo. Procuro no universo e sempre caiu nele, seu sorriso.
Por mais que eu tente, pareço viver um mentira. Mas o que é uma mentira, comparada a um crime? Não tenho tempo.
Se há alguém por perto, me ouça. Ninguém nunca me deixou tão vivo, não quero que acreditem em mim, mas imploro que os deuses me ouçam, só eles tentariam entender uma razão em um universo tão majestoso.
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