segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Life after death.

Segunda feira, dia 25 de Julho, de 2011. - Meu inferno particular.
Boa noite. É o que dizem, não é ? Quando se tem a quem dizer. Família, amigos, uma multidão qualquer. Não estão igual uma pessoa louca coagulando com uma garrafa na mão, em um quarto escuro, escutando melodias decadência, vendo seu espírito recuar. Definitivamente não. Parei de falar com as pessoas, para que estragar a noite delas também ?
 Dessa vez, tenho várias razões. Estou escrevendo isso, porque não tenho mais com quem falar. Dois, eu posso me lembrar no que pensei hoje. E três, se eu morrer, pelo menos deixo algo bem poético e apelativo. Agora sou só eu e você, meu 'diário', vamos relevar algumas porras.
 Ninguém entenderia as merdas que estão ocorrendo em minha cabeça, parece estar assombrada. Agora que tudo parece mais lento, tudo se assemelha a uma peça doentia de qualquer esquina. Acho que a alguns minutos eu poderia ter matado alguém, ou melhor ainda, eu mesmo.
 Mas não quero esperar minha sorte dar ao luxo de mudar. Tudo fica alto, e depois lento. Tudo se distorce. Não preciso mentir, mas sabe que é exatamente o que eu vou fazer aqui. Se olhar de forma, de alguma forma deve parecer algo romântico, o melhor que posso fazer. Quando experimenta o excesso, todo resto tem gosto nulo. Eu tenho tudo a perder, mas estou vivendo como se estivesse prestes a amor, no limite.
 Eu comecei, evaporando minhas mágoas diante dos olhos. E eu continuei, tentando tirar meus demônios. Sinto falta de hoje, de ontem, do passado, das pontas dos meus dedos, que parecem ter entrado em colapso.
 Como é tudo azul, rachado no céu, e em meu peito. Me apaixonei por todas as coisas, que deveria resistir. E todas vezes, que me disseram que cair tão alto, era destino, um simples pensamento me vem á tona. O que posso dizer ? Olhar nos olhos dos seus demônios, é pura toxina. Dando risada, quando todos em volta devem estar chorando. Mas sabe ? Estou orgulhoso. Não dei um passo para trás. Isso leva uma bela constituição que poucas pessoas têm. Eu estou sentindo que o meu sonho, é sujo. A vida fica suja, com Sexo, Drogas e Rock N' Roll. Mas tudo vai ficar bem, se eu conseguir correr dos meus vícios, e dar sentido a isso.
 O Amor. O meu Amor. Primeiro dia sem ele, parece ser anormal, mas nada que algumas coisas não distraiam, não sou assim fraco. Segundo dia, sinto como se fosse uma droga, arruína a vida dos outros. Dia três, segunda dose. Parece ser tão doce, mas você acorda como um monstro. Parece que meu corpo está quebrando em pedaços. Frágil é um apelido, para o que estou sentindo. Sexto dia. A melodia vai correndo pela garganta, e a dor de cabeça aumenta. Terapia de choque. Dia sete, nada que alguns copos e calmantes não ajustem. Dia oito. Volto em minha consciência, e todos parecem dizer que estou melhor, mas me sinto insano. Não quero amar de novo, estou limpo. Esses parasitas que puxam as memórias, estão começando a retardar. E agora, parece incrível eu estar vivo.
 É um cenário muito irônico. As chances nos dão um jeito bem político e delicado de dizer que nosso tempo acabou. Bem, eu não sei, mas tem gente que se preocupa em me salvar. Voz doce.
 Não consigo sentir nada, mas meus braços e aquecem. E espero que tenham notado, as entrelinhas que deixei em branco. Tudo que achara lá, são sinos e borboletas. Sorriso do prenuncio.
  O cheiro de rosas que vem do jardim é bom. Os amores que se vão, parecer estar satisfeitos. Tudo sempre aos meus pés, amigos e amantes. Um por um, me cercam, e fecho os olhos. Sem arrependimentos e remorso pelo que vi e falei. É preciso viver no limite, quando não estiver mais, abra as portas.
 É hora de dizer adeus, meus amigos. Fiz as pazes com o sofrimento, e vou para o inferno com ele. É hora de dizer, adeus meu amor. Minha memórias queimam em pensamento, e minhas mensagens se desfazem em desejo. Parece estar no final de um só começo. Desventura.
 Porque eu tenho a sensação de estar descendo com um carro, a milhas em uma rua sem saída, abraçando a morte ? Isso é algo que irei pensar. Parte de mim, acha que é só um plano, para ver como o comportamento humano é frágil. Transformei meu mecanismo de defesa, na própria auto arma de destruição. Mas sabe eu sou, não ? Acho que tudo é em relação a mim.

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